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Como adaptar hackathons ao “novo normal”?

30.11.2023
Autor: Colab
governo

O que é o HackNit?

O HackNit é a maratona tecnológica da cidade de Niterói, que desde 2018, busca prospectar soluções inovadoras para diversos problemas que afligem o cidadão. A cada edição anual, a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (SEPLAG), responsável pelo projeto, busca avançar cada vez mais em seu objetivo de fomentar a participação da população, de maneira a estimulá-la a adotar uma postura ativa frente aos desafios de gerir uma cidade. 

Em suas duas primeiras edições, em 2018 e 2019, o HackNit ficou marcado como um evento de grande porte, mobilizando diversas secretarias e ocupando um grande espaço público da cidade, o Caminho Niemeyer, preparado tecnicamente e esteticamente para receber o evento. Com uma produção de alto nível, o HackNit sempre foi reconhecido pelo esmero desde sua idealização até a sua execução, sendo comprovado pelas instituições que apoiam o projeto e por pessoas de alto gabarito que participam da fase de julgamento das equipes participantes.

Executado a várias mãos, o HackNit estabelece pontes entre os setores privado, público, acadêmico e terceiro setor, mobilizando diversos profissionais em prol do objetivo de fomentar a Inovação na Administração Pública de Niterói. Estas instituições ajudam de diferentes formas, seja patrocinando a infraestrutura para o evento, seja oferecendo premiações, ou por meio de fornecimento de capacitação, fazendo do HackNit um centro agregador de mentes criativas e pensantes.

Mas quando a pandemia chegou…

Quando a pandemia de COVID-19 atingiu o Brasil, em março de 2020, não tínhamos noção de por quanto tempo as medidas de isolamento social seriam necessárias, e ainda havia certo otimismo de que não durariam muito. A princípio, a primeira orientação foi esperar, porém quando percebemos que a doença não iria ser controlada tão cedo, os planos tiveram que ser mudados, para que essa política pública pudesse ser realizada. 

Foi-nos questionado se um hackathon seria relevante em meio a uma pandemia, e a argumentação foi clara, no sentido de que são em momentos de crise que a tecnologia se torna ainda mais imprescindível, visto que diversas atividades presenciais não poderiam mais ser realizadas. Além disso, o HackNit extrapola o escopo de prospectar soluções tecnológicas, sendo um agente promotor de Inovação dentro da Prefeitura, visto a preocupação com a formação dos servidores participantes e com o estímulo à política de Dados Abertos.

Desta forma, o primeiro passo foi a retomada das Warm-ups – palestras a respeito de temas afins ao HackNit – por meio de lives, a fim de continuar o engajamento dos entusiastas. Diversos temas foram abordados ao longos dos meses de março a agosto, como  por exemplo,  Mobilidade Urbana, Startups, Criatividade, Lei Geral de Proteção de Dados, entre outros, que poderiam agregar informações úteis para uma população confinada. 

O segundo passo foi a definição do formato da maratona: apesar da flexibilização das regras de isolamento, a Organização do evento preferiu migrar completamente para o formato digital, algo totalmente inédito na Prefeitura de Niterói, para evitar possíveis focos de contaminação. Para isso, buscamos referências de outros hackathons que já aconteciam desta forma, para traçarmos um modelo para o HackNit. Uma das premissas foi a racionalização dos custos, devido ao momento de altos gastos relacionados com a mitigação dos efeitos da pandemia. Desta forma, optamos por utilizar uma plataforma já contratada pela Prefeitura, economizando com contratações. 

Essa plataforma, já utilizada anteriormente para realização de reuniões, serviu para a Organização do evento estabelecer contato com as secretarias participantes, de maneira a conduzir o processo de construção dos desafios a serem apresentados aos participantes. Os desafios são elaborados por um conjunto de secretarias que, relacionando os problemas prioritários com o tema proposto pelo evento, embarcam em uma jornada de alguns meses junto com a SEPLAG, para percorrer uma trilha de reuniões e discussões, a fim de extrair os melhores desafios e apresentá-los de maneira correta e coerente. No ano de 2020, 17 secretarias municipais participaram, totalizando cerca de 50 pessoas, que se reuniam semanalmente para as reuniões virtuais. Um detalhe importante, que adicionou mais complexidade ao evento, foi o fato de os desafios serem construídos de forma transversal, o que resultava em um esforço de realizar um trabalho intersecretarial limitado pelas normas de distanciamento social.

Nestas reuniões foram apresentados diversos instrumentos para fomentar Inovação, tais como o Mapa de Empatia, o CANVAS, Fluxogramas, Mapas mentais, além de ferramentas como o Miro, que possui diversos frameworks de uso gratuito para construção desses instrumentos. Apesar da dificuldade de engajar tantas secretarias e conciliar suas agendas, o resultado foi muito satisfatório, inclusive pelas parcerias criadas com instituições como o LAEP/RJ (Laboratório de Aceleração da Eficiência Pública) e o Laboratório do Futuro (vinculado à UFRJ), que foram essenciais para a realização das oficinas. Outras instituições como o SERPRO e o SEBRAE/RJ foram parceiros atuantes durante a maratona.

Autor: Colab

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