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Importância das habilidades interpessoais ‘soft skills’ no ambiente corporativo

30.11.2023
Autor: Colab
governo

Duvide de tudo aquilo que controla suas emoções e conspira contra sua vida. Critique cada pensamento negativo. Critique a passividade do ‘eu’. Critique seu conformismo e reflita sobre as causas de seus conflitos” 

Augusto Cury

Atualmente, falar de relações interpessoais, principalmente no ambiente corporativo, tornou-se um imperativo, pois estas configuram-se como um campo de conhecimento, basicamente, sobre o comportamento humano. Essa preocupação não é tão nova como se pode imaginar, pois, os homens sempre o colocaram no centro das discussões desde tempos imemoráveis.

O conhecimento humano sempre foi um tema central, pelo menos, para os grandes sistemas de pensamento desde os pré-socráticos até nossos dias. Logo, parte-se do princípio que a reflexão e a compreensão dos processos relativamente ao desenvolvimento de habilidades e competências, acompanham a própria evolução da humanidade, as várias correntes de pensamento e distintas áreas de conhecimento, cuja reflexão ancora sobre aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais do homem. 

Entretanto, os vários processos de formação do conhecimento e suas implicações, segundo Augusto Cury, não foram e ainda não são estudados sistematicamente. Por isso, ao longo da evolução da humanidade, os homens sempre estiveram submetidos a sua boa ou má sorte, ao acaso, à diversidade e aos quereres dos outros. Alguns se submetem à medida das suas necessidades e outros à medida das suas ambições. As situações e vivências os determinam de mil maneiras, influenciando-os em seus pensamentos, sentimentos e comportamentos quando são confrontados com diversos problemas no ambiente corporativo.

A interpretação filosófica desses desafios que renovam arbitrariamente e a um ritmo acelerado sem que se possa definir objetivamente a posição dos homens em relação às vicissitudes e contingências, seguramente, estimulou e continua estimulando a vitalidade do pensamento filosófico em relação às outras áreas do conhecimento, pois nele, o pensar (refletir) e o questionar têm primazia em relação ao conhecer e o explicar.

No entanto, o olhar pragmático dos últimos anos com que se olha para o mundo e para as relações humanas e profissionais, o conhecer e o explicar, certamente, têm preferência da maior parte das pessoas, pois, tudo é mensurado e quantificado, não em função de um pensamento coerente e profundo, mas em função de um conhecimento, por vezes, superficial e por explicações simplistas e rasas.       

Para fugir dessa crise do pensamento que coloca o aqui e o agora em evidência em detrimento de um projeto estruturado e a longo prazo, cujos resultados concretos não são imediatamente visíveis e/ou palpáveis, obriga os profissionais a aprimorarem continuamente seus conhecimentos, por forma a adquirirem novas habilidades e competências como forma de romper com as amarras da trivialidade das relações baseados apenas em interesses imediatos, egoístas e fugazes.   

Em outras palavras, estamos todos imersos numa época de grandes inovações e transformações, por isso, as exigências são cada vez maiores. Isso, certamente, obriga os profissionais a realizarem atualizações contínuas. A despeito de sermos seres ‘aprendentes’, como diria Mário Sérgio Cortella, somos todos impactados pelas aprendizagens que nos levam à maturidade. Porém, nem sempre maturidade significa inteligência, autonomia de pensamento, capacidade crítica, liberdade de pensamento, clarividência… 

A modernidade líquida

Vivemos literalmente na época da ‘pós-verdade’, ou seja, atolados nas fake news em que acreditar que a terra é plana, que o aquecimento global é uma invenção, que vacinar-se contra a Covid-19 é um projeto globalista dos comunistas, entre outros, são sintomas que demonstram que todo o arcabouço epistemológico e conceitual construído até então, não passa de um projeto fracassado. Isso faz com que as relações interpessoais sejam influenciadas pela crescente ‘liquidez’ das mesmas. 

Todos, certamente, já ouviram falar na tal “modernidade líquida”, uma expressão cunhada por Zygmunt Bauman em relação à fugacidade das relações, a inconstância do comportamento humano, a banalização das decisões importantes que passam a ser tomadas não em função do bem comum, mas em função de uma ideologia, por vezes, castradora que olha para as soluções como se fossem problemas e vice versa. 

Na contramão dessa modernidade líquida deveríamos estar, certamente, vivendo uma “modernidade sólida”, ou seja, solidez de conhecimento, solidez nas relações, solidez nas críticas, solidez nas informações alicerçadas pelo conhecimento submetido ao crivo dos pares e da comunidade acadêmica/científica. Mas, somos obrigados a concordar com Bauman, pois, o mundo está cada vez mais repleto de sinais de obscurantismo, confusão, mentira e propenso a mudar com muita rapidez e com um grau elevado de imprevisibilidade e volatilidade, ou seja, de liquidez. 

Apesar dos apontamentos acima, é consensual que a aquisição de novos conhecimentos (sólidos) pela aprendizagem está, segundo especialistas, associada à capacidade e oportunidade de aprender de cada um, mediado por experiências significativas, ou seja, aquelas que vão além das experiências triviais, pois, geram entendimentos comuns, portadores de novos significados e sentidos partilhados no seio da heterogeneidade do ambiente corporativo. 

Com isso, consolida-se o conhecimento adquirido. A partir daí, certamente, haverá um enriquecimento progressivo do repertório linguístico, intelectual e cultural. Essa trilha só se completa com a partilha do conhecimento adquirido e consolidado. Isso ocorre quando somos capazes de transmitir aos outros o que sabemos e conhecemos, seja através do ‘ensino’ formal/informal, seja a título de informação, ou ainda, como forma de persuasão de que certo conhecimento é melhor e mais atual que o anterior. 

Autor: Colab

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