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Interseccionalidade: Duas (ou mais) vezes discriminação

30.11.2023
Autor: Colab
cidadao

Você já sabe o que é racismo estrutural. Você também já sabe o que é sexismo. Você conhece parte da história do feminismo.

Agora, imagine a junção disso tudo: a discriminação por gênero e raça. Ou a discriminação por gênero e classe social. Ou, ainda, a discriminação por raça e crença. Ou ser discriminado por tudo isso junto.

É sobre isso que eu vou te explicar hoje.

Conceito

O conceito de Interseccionalidade foi criado pela professora estadunidense Kimberlé Williams Crenshaw, cientista nas áreas de raça e gênero.
Ela o formulou após conhecer a história de uma mulher americana que não conseguiu processar uma empresa por dois tipos de discriminação: ser mulher e negra.

Isso porque o juiz constatou que a empresa contratava sim negros e mulheres. Ele só não se atentou para uma coisa: os negros eram todos homens e as mulheres eram todas brancas. Não existiam mulheres negras trabalhando lá.

A autora definiu interseccionalidade como “formas de capturar as consequências da interação entre duas ou mais formas de subordinação: sexismo, racismo, patriarcalismo.”

Crenshaw começou a investigar e percebeu que alguns grupos de pessoas eram discriminados por dois motivos diferentes e não possuíam nenhum tipo de reparação ou política pública para ampará-las.

Isso se dá pela forma como nossa sociedade foi estruturada. Vivemos em um mundo governado pelo patriarcado branco, no qual as mulheres são vistas como inferiores aos homens e os negros são discriminados pela cor de sua pele. 

A questão de classe também é levada em conta, assim como a nacionalidade, a religião e a orientação sexual ainda são utilizadas para discriminar as pessoas.

Quando juntamos dois ou mais fatores temos uma intersecção de discriminação, que cria desafios adicionais para que as pessoas tenham acesso aos seus direitos.

Autor: Colab

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