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Planejamento de espaços urbanos para adolescentes: como e por quê?

30.11.2023
Autor: Colab
governo

A gente não quer só comida… Certa vez, um poeta marcou uma geração inteira com uma letra atual e coerente. 

Aos gestores públicos, pergunto: vocês já questionaram os jovens cidadãos e cidadãs: do que vocês têm fome? Esse mesmo poeta afirmava que os anseios vão além de comida; desejamos comida, diversão e arte!

E como todas essas necessidades, vontades e desejos podem ser atendidos? Não esquecendo de elencar as respostas, é válida mais uma pergunta: qual a parte do setor público nisso tudo? 

Com o objetivo de tornar essa conversa mais concreta, antes de dar início ao projeto, ele passa por várias etapas preliminares. E, para se construir espaços para e com a presença de adolescentes, é preciso fomentar ambientes que considerem a vez e a voz dessa população

Projetar ambientes destinados a adolescentes exige uma atenção minuciosa às suas necessidades, regionalidades, interações locais e sobretudo sua identidade no todo da sociedade. A adolescência por si só é uma intensa e preciosa explosão de transições e descobertas que se encaixam entre a infância e a vida adulta. No geral, é um direito de todo e qualquer cidadão ser considerado e, portanto, ser ouvido no processo de construção dos espaços públicos. 

Um bom exemplo de projeto que considerou a comunidade local, composta por adolescentes, é o High Line Park, em Nova York.  Ele tem sido considerado um dos maiores projetos de revitalização em centros urbanos com massiva participação cidadã. 

O High Line é um parque elevado, caracterizado como um parque linear que se estende por 2,33 km no distrito de Manhattan. Sua singularidade reside em dois curiosos e importantes fatos: ter seu projeto iniciado amplamente no desejo dos moradores do entorno e ocupar uma seção elevada da antiga Linha West Side, uma ferrovia desativada da cidade de Nova Iorque.

Para colocar um projeto como esse de pé, é preciso considerar espaços de participação indispensáveis, como:

  1. Orçamento Participativo Juvenil: convidar e genuinamente ouvir os jovens e o que podem propor para os projetos e alocação de recursos para melhorias específicas em suas comunidades. Isso permite que eles influenciem diretamente onde o dinheiro público é investido e desempenhem um insubstituível papel de zeladores urbanos.
  2. Educação com escuta ativa: escalar o potencial das escolas e como ouvidorias ativas que coletam e implementam programas que incentivam os adolescentes a se envolverem na tomada de decisões sobre a comunidade onde vivem, constroem e fazem parte. 
  3. Políticas de Juventude: formular políticas específicas para a juventude, que consideram espaços e mecanismos de participação. É possível criar fóruns, audiências públicas e grupos de trabalho para envolver adolescentes nas discussões e decisões sobre políticas públicas voltadas para eles.
  4. Conferências e Fóruns da Juventude: ofertar com regularidade conferências e fóruns da juventude, com objetivo de reunir adolescentes de diferentes partes do país para discutir questões relevantes e apresentar melhores práticas adotadas em suas regiões de origem e propor recomendações para políticas públicas.
  5. Espaços de Convivência e Cultura: garantir bons centros culturais, casas de juventude ou outros espaços dedicados às atividades culturais e educacionais para os jovens. Esses espaços podem e devem ser projetados e administrados com a participação ativa dos adolescentes.

Ainda sobre o ponto de visto do quão benéfico é poder contar com o planejamento de espaço para e com adolescentes, vale muito lembrar e reiterar os ODS contemplados em ações dessa temática:

ODS 3: Saúde e Bem-Estar:

  • 3.4 — Até 2030, reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar.
  • 3.5 — Reforçar a prevenção e o tratamento do abuso de substâncias, incluindo o abuso de drogas entorpecentes e uso nocivo do álcool.

ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis:

  • 11.3 — Até 2030, aumentar a urbanização inclusiva e sustentável, e as capacidades para o planejamento e gestão de assentamentos humanos participativos, integrados e sustentáveis, em todos os países.

ODS 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes:

  • 16.7 — Garantir a tomada de decisão responsiva, inclusiva, participativa e representativa em todos os níveis.

ODS 17: Parcerias e Meios de Implementação:

  • 17.17 — Incentivar e promover parcerias públicas, público-privadas e com a sociedade civil eficazes, a partir da experiência das estratégias de mobilização de recursos dessas parcerias.

Reconhecendo que os desejos e necessidades dos jovens vão além do básico, abrangendo comida, diversão e arte, gestores públicos têm a oportunidade de criar ambientes que promovam saúde mental, interação social e expressão criativa.

O exemplo do High Line Park em Nova York destaca como a participação cidadã pode transformar espaços urbanos. O envolvimento ativo dos adolescentes, através de ferramentas como o Orçamento Participativo Juvenil, a educação com escuta ativa e políticas de juventude bem elaboradas, revela um caminho para moldar ambientes que atendam às aspirações da juventude.

Além disso, o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ressalta a relevância do planejamento de espaços para adolescentes. A busca por saúde e bem-estar (ODS 3), cidades e comunidades sustentáveis (ODS 11), paz, justiça e instituições eficazes (ODS 16) e parcerias eficazes (ODS 17) encontra eco na criação de espaços urbanos que valorizam a voz dos jovens.

Assim, ao abraçar estratégias participativas e inclusivas, os gestores públicos podem promover uma mudança positiva, garantindo que o futuro das cidades seja forjado com a colaboração e a energia dos adolescentes. Essa abordagem não apenas fortalece o tecido social, mas também traz benefícios concretos para a saúde, o bem-estar e a sustentabilidade das comunidades urbanas.

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Autor: Colab

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